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O uso do anastrozol e letrozol na prática clinica andrológica e no manejo da infertilidade masculina: entenda os efeitos desta medicação off-label no Brasil

Em pesquisa recente nos Estados Unidos, 2/3 dos urologistas relataram o uso de rotina em seus pacientes de medicamentos off label. No Brasil, para sermos mais claros, o anastrozol e letrozol não são liberados pela ANVISA para uso em homens e mesmo assim os andrologistas o receitam de rotina na prática clinica. Outros exemplos de medicamentos off label são o HCG e o citrato de clomifeno.

Qual então o papel do anastrozol na prática clinica urológica? Tanto o anastrozol quanto o letrozol pertencem a classe dos inibidores da enzima aromatase. Outros inibidores da aromatase são o exemestano, formestano e a testolactona, porem são menos utilizados na pratica clinica andrológica. O letrozol parece ser inibidor mais potente que o anastrozol e seu custo também é maior. Ambos são utilizados quando se pretende aumentar os níveis de testosterona, pois inibem a conversão do hormônio para estradiol e na tentativa de melhorar os quadros de oligospermia e azoospermia. O bloqueio da aromatase e consequentemente aumente queda nos níveis de estradiol também inibe o feedback negativo do estradiol no hipotálamo, que por sua vez estimula a hipófise, levando aumento na produção de LH e FSH. Portanto, o inibidores da aromatase têm a capacidade de elevação dos níveis endógenos da testosterona sem elevação nos níveis de estradiol, diferentemente do citrato de clomifeno. O ideal é que a relação T/E seja sempre superior a 10., ou seja, 10x mais testosterona que estradiol circulante. A dose atual de anastrozol é de 1mg / dia e de letrozol de 2,5 a 5mg /dia. Ha inúmeros trabalhos mostrando elevações na concentração seminal de 5.5 para 16 milhoes/ml com uso de anastrozol e com aumentos de 100% nos níveis de testosterona.

A mensagem que fica é: baseados no que temos de evidencia médica científica ate hoje, o uso do anastrozol e letrozol parecem ser efetivos nos casos de infertilidade masculina associada a hipogonadismo e a promessa de ambos é que elevam os níveis de testosterona sem prejudicar a produção de espermatozóides, pelo contrário, em alguns casos até melhorando.


Locais de atuação

Dr. Conrado Alvarenga


Membro da Divisão de Urologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

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