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O QUE SÃO AS ONDAS DE CHOQUE DE PRESSÃO ACÚSTICA (SHOCKWAVE)?

Ondas de choque são produzidas por ondas sonoras concentradas e focalizadas em um único ponto; atravessa os tecidos e promove micro-traumas locais. Como consequência desses micro-traumas ocorre um aporte de proteínas nessa região que estimula a formação de novos vasos sanguíneos a partir da rede de capilares preexistentes.

Há quase 20 anos as Ondas de Choque (que na verdade são ondas de Pressão Acústica) vem sendo usadas no tratamento dos cálculos renais através da Litotripsia Extra-Corpórea com absoluto e incontestável sucesso no mundo inteiro. Com a descoberta do laser, o tratamento do cálculo renal evoluiu e hoje quase não se usa mais a Litotripsia. No entanto, os estudos continuaram avançando e verificou-se que as Ondas de Choque de Pressão Acústica provocam um aumento da vascularização arterial dos tecidos atingidos. Esse efeito de neovascularização quando ocorre no pênis, provoca um importante aumento da rede vascular sanguínea o que melhora enormemente a ereção e a rigidez peniana desses pacientes.

O QUE DIZEM OS ESTUDOS PUBLICADOS SOBRE AS ONDAS DE CHOQUE (SHOCKWAVE)?

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A maioria dos estudos mostram resultados bastante encorajadores, o que pode ser facilmente observado quando se compara as respostas dos pacientes que preenchem o questionário IIEF-15, antes e depois do tratamento. A terapia por ondas de choque de pressão acústica tem demonstrado um bom potencial para se tornar o tratamento não invasivo de primeira escolha para os pacientes portadores de disfunção erétil.

Os primeiros estudos sobre os efeitos das ondas de choque no tratamento da disfunção erétil foram publicados em 2010 e desde então vem mostrando cada vez mais os seus bons resultados. No entanto, esses bons resultados são mais evidentes nos casos onde a dificuldade de ereção seja de causa vascular arterial, ou seja, naqueles casos onde existe um comprometimento das artérias penianas, como ocorre normalmente na diabetes, na hipertensão arterial, nas dislipidemias, na aterosclerose, na arteriosclerose e nas doenças vasculares periféricas.

Nos últimos anos, a terapia da disfunção erétil por ondas de choque de pressão acústica tem atraído uma enorme atenção de médicos e pesquisadores.

O MECANISMO DE AÇÃO DAS ONDAS DE CHOQUE DE PRESSÃO ACÚSTICA NA NEOVASCULARIZAÇÃO:

Além da ação de neovascularização do pênis provocada pela angiogênese, as ondas de choque ajudam a reparar a inervação transmissora dos estímulos que conduzem os estímulos sexuais da ereção.

O mecanismo de ação das Ondas de Choque de Pressão Acústica nos corpos cavernosos ainda está em estudos, mas tudo indica que no pênis essas ondas de choque promovam um aumento da musculatura lisa endotelial vascular, da musculatura lisa dos corpos cavernosos, do endotélio vascular e dos nervos n-NOS condutores dos estímulos sexuais que chegam às artérias penianas. As ondas de choque quando aplicadas no corpo cavernoso aumentam a produção de VEGF (Fator de Crescimento Endotelial Vascular) e de Fit-1 (o seu receptor). O VEGF é uma glicoproteína que estimula os fatores de proliferação de células endoteliais responsável pela formação de novos vasos sanguíneos a partir de capilares pré-existentes, como acontece normalmente em condições fisiológicas na ovulação, no desenvolvimento do corpo lúteo, na embriogênese, no crescimento tecidual, no desenvolvimento mamário na lactação, na resposta autoimune, na inflamação e na cicatrização. O VEFG é o principal regulador da angiogênese e da permeabilidade vascular.

“Shear stress” (tensão de cisalhamento) leva a respostas intra e extracelulares, que estimula a síntese de Óxido Nítrico endotelial (eNOS) que, por sua vez, promove a liberação de fatores de crescimento endotelial vascular (VEGF) aumentando a Proliferação Celular de Antígeno Nuclear (PCNA) e finalmente a neovascularização.

A ANGIOGÊNESE NA NEOVASCULARIZAÇÃO DAS DOENÇAS CAUSADORAS DE DISFUNÇÃO ERÉTIL:

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Durante a excitação sexual, o sangue chega ao pênis com grande pressão e em grande quantidade, mas quando encontra as suas artérias parcialmente obstruídas o sangue perde a pressão que seria necessária para encher os corpos cavernosos e provocar a ereção. Por esse motivo é que os homens diabéticos e portadores de doenças arteriais penianas tem disfunção erétil. Sem artérias adequadas poucos conseguem alguma ereção. A neovascularização induzida pelas ondas de choque de pressão acústica recupera dramaticamente a ereção.

Os vasos-alvo dos fatores angiogênicos são os capilares venosos e as vênulas terminais de pequeno calibre. Esses vasos são formados por células endoteliais depositadas sobre uma lâmina basal coberta por uma camada descontínua de células musculares lisas. Um dos processos iniciais da resposta angiogênica é a quebra das ligações entre as células dessas camadas. As células endoteliais ativadas geram enzimas proteolíticas que permitem a degradação da matriz extracelular e migração dessas células através da membrana basal a partir do vaso da qual se originam, expressando moléculas de adesão na superfície celular.

A diabetes é uma crônica e degenerativa que ao longo dos anos promove uma lesão das terminações neurovasculares, ou seja, a comunicação entre as terminações nervosas e parede das artérias penianas, que não mais respondem à liberação dos neurotransmissores como o Óxido Nítrico, nosso principal neurotransmissor.

A hipertensão arterial sistêmica lesa a camada muscular de revestimento interno das artérias que se enrijecem e se calcificam, fazendo com que a artéria perca a capacidade de se dilatar no momento da excitação, impedindo o aumento do fluxo sanguíneo arterial que encheria os corpos cavernosos levando à ereção. Os medicamentos anti-hipertensivos também contribuem para dificultar o relaxamento arterial adequado que permitiria o mecanismo de vasodilatação arterial peniana e a ereção.

As dislipidemias, como aumento do colesterol LDL (ruim) e diminuição do colesterol HDL (bom), provocam uma deposição do colesterol nas placas de fibrina e plaquetas da camada íntima que reveste a parede interna das artérias. Com o passar dos anos essas placas de gordura entopem as artérias. No pênis é causa frequente da diminuição do fluxo de sangue que não é capaz de encher os corpos cavernosos do pênis, o que leva à disfunção erétil.

A aterosclerose, quando as obstruções arteriais se calcificam e a arteriosclerose, quando essa calcificação atinge a parede arterial, e as doenças cardiovasculares, diminui o diâmetro das artérias do pênis. Isso não só diminui o fluxo de sangue arterial como também impede as artérias de ajustar e regular o seu diâmetro e o volume de sangue que flui pelas artérias a cada sístole.

A ANGIOGÊNESE DAS ONDAS DE CHOQUE

Até agora, nenhum tratamento se propunha a renovar as artérias penianas; todos os tratamentos visavam apenas a melhorar o funcionamento das artérias penianas velhas e desgastadas. O Shockwave (ondas de choque) é o primeiro tratamento curativo disponível para devolver ao pênis uma nova malha vascular formada a partir dos capilares de reserva existentes nos corpos cavernosos e que se desenvolvem sem os efeitos colaterais das doenças causadoras da disfunção erétil.

Todos os tratamentos para disfunção erétil, como os de uso por via oral, as injeções intracavernosas de agentes vasodilatadores locais e a testosterona, tentam obter alguma resposta dessas artérias já comprometidas pelos anos de doenças incidindo sobre elas. Por mais que os tratamentos funcionem, ainda assim serão sempre à custa de artérias envelhecidas, enrijecidas e doentes, que praticamente “já deram o que tinham que dar”. São tratamentos que tentam minorar os efeitos das doenças no pênis, atuam nos sintomas e não na causa do problema. Por outro lado, as Ondas de Choque de Pressão Acústica (Shockwave) atua formando novas artérias penianas nos corpos cavernosos do pênis, ou seja, atuam na causa do problema; as artérias novas que se formam não tem as placas de gordura do colesterol, não tem as calcificações da arteriosclerose periférica, não tem as lesões neurovasculares da diabetes. São artérias novas, jovens e livres de qualquer doença ou envelhecimento.

AS PRINCIPAIS VANTAGENS DAS ONDAS DE CHOQUE (SHOCKWAVE) NO TRATAMENTO DA DISFUNÇÃO ERÉTIL

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O tratamento com o Shockwave (ondas de choque) para a disfunção erétil não envolve a utilização de nenhum produto farmacêutico, nenhum medicamento, não provoca efeitos colaterais e não afeta outros órgãos ou tecidos saudáveis. Não é invasivo, é totalmente indolor e não requer nenhum tipo de preparação, sedação ou anestesia. A neovascularização do pênis possibilita a chance de cura, sendo uma solução permanente (com eventuais reforços anuais). A terapia por ondas de choque devolve as ereções espontâneas, recupera o tecido erétil dos corpos cavernosos, não interage com outros medicamentos, é um procedimento rápido feito no consultório (bastam cinco ou seis sessões de 5 a 10 minutos cada), tem um alto índice de sucesso com mais de 70% dos pacientes satisfeitos, os efeitos começam a ser percebidos ao final de 2 a 3 semanas, é 100% seguro, tem uma ótima relação custo-benefício, pode ser usado sem restrição por coronariopatas que fazem uso de vasodilatadores do grupo dos nitratos.

Locais de atuação

Dr. Conrado Alvarenga


Membro da Divisão de Urologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Localização


Rua Oscar Freire, 2250
Unidades T8/T9/T10
Oscar Freire Office São Paulo

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