Testosterona e Alzheimer

É fato que tanto níveis médios de testosterona e quanto muitas funções cognitivas diminuem com a idade, mas estes estudos sugerem que essa associação não está apenas relacionada à idade.

Além de alguns estudos em animais com evidências de que a testosterona pode ter efeitos protetores sobre a função cerebral, os estudos em humanos mostraram que homens com Doença de Alzheimer têm níveis de testosterona mais baixos quando comparados a outros homens da mesma idade.

Alguns estudos chegam a sugerir que a testosterona livre baixa pode preceder o início da Doença de Alzheimer.

Isso se deve, provavelmente, ao fato de que homens com a doença podem apresentar envelhecimento endocrinológico acelerado, caracterizado por uma redução precoce do hormônio estimulador da tireoide, um aumento precoce da globulina de ligação do hormônio sexual (SHBG), uma diminuição subsequente da testosterona livre e um aumento anterior nos níveis de gonadotrofina.

Em resumo, existe um “nível ótimo” de testosterona no qual algumas funções cognitivas são melhoradas ou protegidas. Mas vale levar em consideração que:

1 – cada homem tem o seu “nível ótimo” de testosterona e ele depende de muitos fatores;

2 – fatores genéticos, estilo de vida e outros hormônios também interferem nesse sistema, então só testosterona não é a solução e nem o problema.

Claro que esse é um tema que ainda merece muitos estudos, mas sem dúvidas esses resultados já nos dizem muito.


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Dr. Conrado Alvarenga


Membro da Divisão de Urologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

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